✨ Maquiagem no Carnaval: brilho, território e escolhas conscientes

O Carnaval é uma das festas mais emblemáticas da cultura brasileira. Mais do que fantasia e música, ele carrega história, corpo, território e expressão. Sua origem remonta às festas europeias trazidas durante o período colonial, mas foi no Brasil que o Carnaval ganhou identidade própria — misturando influências indígenas, africanas e populares. Com o tempo, tornou-se uma celebração coletiva, plural e profundamente ligada à forma como cada região vive o corpo e o espaço.
Talvez por isso o Carnaval nem sempre aconteça na mesma data. Ele é uma festa móvel, ligada ao calendário lunar e à Páscoa. Por isso, em alguns anos cai em fevereiro, em outros em março — como aconteceu no ano passado.

Carnaval em Florianópolis: festa que se espalha

Em Florianópolis, o Carnaval tem um clima muito próprio.
Os blocos de rua acontecem principalmente no Centro, reunindo pessoas de diferentes idades, histórias e estilos. Já nas praias, o clima de festa se espalha de outra forma: bloquinhos de samba organizados por comunidades, encontros espontâneos, música que atravessa o dia.

É um Carnaval menos monumental e mais orgânico, que convive com o mar, a areia, o sol e o vento. E isso muda tudo — inclusive a forma como pensamos maquiagem.


Brilhar sem agredir: escolhas que importam

Por muitos anos, glitter e purpurina foram sinônimos de Carnaval. Hoje, sabemos que os microplásticos presentes nesses produtos causam danos reais ao meio ambiente, especialmente ao mar.

Pensando nisso, optei por testar e usar biopurpurinas, que são alternativas mais sustentáveis e menos agressivas ao planeta.

As que escolhi foram as biopurpurinas da Amokarité, cuja composição é:

Raiom, Pululano, Glicerina, Ureia, Goma Callitris quadrivalvis, Poliuretano-34, Cera de Carnaúba, Sílica e Pó de Alumínio.
(O poliuretano-34 é sintetizado em laboratório a partir de fontes vegetais.)

Usei as cores:

  • branca
  • prata
  • rosa
  • dourada
  • canela
  • verde (de outra edição)

Senti falta das cores laranja e vermelho, que combinam muito com meu estilo pessoal e com o meu tom de pele.


Comparativo os tons de branco que comprei a versão agora ficou mais holográfica, adorei ✨

A anterior a prata os flocos eram bem menores, achei o dourado bonito, mas grande.

Cor, pele e território

Se você tem dúvidas sobre quais cores combinam com você, vale a pena fazer uma análise simples de coloração pessoal. Um site que achei muito intuitivo é este:

👉 https://colorwise.me/self-analysis

A sugestão é tirar uma foto com fundo branco, sem muita luz direta, para que o resultado seja mais fiel.
No meu caso, o resultado foi Outono, com tons mais terrosos — e também com indicação de cores a evitar.
Cores muito frias, extremamente cintilantes ou metálicas, como roxo, rosa opaco, nunca funcionaram bem para mim.
Mas morar no litoral muda tudo: o tom da pele varia ao longo do ano, então é comum precisar ajustar base, corretivo e até acessórios. Ainda assim, certos tons simplesmente não conversam com a minha paleta — e tudo bem.


Textura, aplicação e sensação na pele

As biopurpurinas são fáceis de aplicar, mas senti falta de uma padronização maior no tamanho dos flocos.
A versão antiga era mais fina.
Nesta nova:

  • branco e rosa têm flocos menores (prefiro assim)
  • dourado e canela têm flocos maiores

Os flocos grandes tendem a se sobrepor, o que faz a gente usar mais produto do que o necessário. Em algumas aplicações, senti os olhos um pouco mais pesados — nada comparável ao peso de cílios postiços, mas perceptível.


Como apliquei

  1. Apliquei sombra e delineador (quando optei por usar)
  2. Para fixar, usei um balm que veio como brinde
  3. Espalhei o balm com os dedos
  4. Apliquei a biopurpurina por cima

A fixação funcionou bem e a aplicação foi tranquila, durou por horas ✨.


Como remover (sem sofrimento)

A remoção também foi simples:

  • óleo de jojoba
  • pano de algodão

Nada de cola, nada de esfregar a pele, nada de dor — bem diferente de quando eu usava glitter tradicional, que exigia produtos mais agressivos para sair.


Brilhar também é um ato de cuidado

No Carnaval, o corpo ocupa o espaço público, encontra outros corpos, dança, sua, vibra. Escolher produtos que respeitam o ambiente onde estamos — especialmente quando ele é o mar — também faz parte dessa experiência. Brilhar pode (e deve) ser leve, consciente e alinhado com quem somos ✨

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