Um dos principais papéis do professor do Atendimento Educacional Especializado não é apenas planejar atividades, mas identificar e reduzir barreiras que dificultam a participação do estudante na escola. Muitas vezes, a dificuldade não está no estudante, mas no ambiente, na organização da atividade ou na forma como o conteúdo é apresentado.Por isso, observar o contexto…
Categoria: Janelas do Afeto
Um espaço para abrir nossos olhares e corações, inspirando formas de acolher e apoiar crianças e adolescentes. Aqui compartilho experiências com crianças com deficiência, especialmente com autismo, mostrando que o afeto é a janela que permite acessar o potencial de cada ser e acompanhar seu caminho rumo à autonomia.
Como fazer atendimentos na escola: dicas práticas para o AEE
A inclusão escolar é um direito garantido na educação brasileira e, para que ela aconteça de forma efetiva, muitas redes de ensino oferecem o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Esse atendimento faz parte da política de educação especial e busca eliminar barreiras à aprendizagem e à participação dos estudantes público-alvo da educação especial.Na rede municipal de…
Nem todo talento é nato: o papel do estímulo no desenvolvimento de crianças superdotadas
Existe uma frase que atravessa corredores de escolas, salas de aula e conversas familiares: “Ele é inteligente, nem precisa estudar.” À primeira vista, parece elogio.Mas, muitas vezes, é o início de uma armadilha. A cultura do talento sem esforço Vivemos em uma cultura que romantiza o desempenho espontâneo.Valorizamos quem aprende “rápido”, quem entende “de primeira”,…
Perfeccionismo, Altas Habilidades e o medo de errar
Quando falamos em altas habilidades/superdotação, muitas vezes imaginamos facilidade, desempenho acima da média e segurança intelectual. O que nem sempre é visível é o que acontece por dentro.Em algumas pessoas com altas habilidades, o desejo de fazer bem pode se transformar em medo de não fazer perfeitamente. A busca por excelência, quando não encontra equilíbrio,…
Estilos de aprendizagem: por que cada criança aprende de um jeito diferente
Na escola — e em casa — ainda é comum ouvirmos: “ele é inteligente, mas não aprende” ou “ela só aprende se quiser”.Mas e se a questão não for capacidade… e sim forma de aprender? A psicologia educacional há décadas discute que as pessoas processam informações de maneiras diferentes. Um dos modelos mais conhecidos é…
Como desenvolver autotranquilização na infância e adolescência
Se o autoataque é aprendido ao longo das experiências, a autotranquilização também pode ser desenvolvida.Ela não surge espontaneamente.Ela é modelada, vivida e internalizada nas relações.Na infância e na adolescência, o diálogo interno ainda está em formação. É nesse período que a criança aprende, muitas vezes sem perceber, como deve falar consigo mesma diante de erros,…
Quando a mente se torna severa: autoataque e autotranquilização nas pessoas com superdotação
Em textos anteriores, refletimos sobre autocrítica e autorrejeição. Falamos sobre aquela voz interna que cobra, compara e, muitas vezes, diminui. Mas existe uma diferença importante entre avaliar-se para crescer e atacar-se para punir.Nem toda autocrítica é destrutiva.O problema começa quando a crítica se transforma em autoataque.E, nas pessoas intensas — especialmente aquelas com altas habilidades…
Altas Habilidades e Superdotação: por que QI alto não é o único critério
Ainda é comum ouvir frases como: “Ah, mas ele só é inteligente.”“Vai bem na escola, então não precisa de nada.”“Superdotado? Imagina… isso é coisa de gênio.”O senso comum costuma associar altas habilidades à ideia de perfeição, genialidade absoluta ou desempenho impecável em todas as áreas. Quando uma criança apresenta facilidade para aprender, curiosidade intensa ou…
Autocrítica em Adolescentes com Altas Habilidades: Como Observar e Transformar
A autocrítica é um fenômeno emocional que começa a se formar quando desenvolvemos a percepção do “eu” — ou seja, quando começamos a nos reconhecer como sujeitos únicos, capazes de refletir sobre nós mesmos. Pesquisas em psicologia do desenvolvimento indicam que essa percepção do “eu” surge por volta dos 7 aos 9 anos, e a…
✨ Previsibilidade nas festas de fim de ano
As festas de fim de ano marcam encerramentos e transições. Para nós, adultos, isso costuma vir acompanhado de alegria, encontros e celebrações. Para muitas crianças — especialmente as crianças com TEA — esse período pode ser confuso, intenso e desorganizador. Mudanças na rotina, excesso de estímulos, pessoas diferentes, sons altos, cheiros novos e expectativas sociais…